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terça-feira, 26 de junho de 2007

Um mundo diferente



Um dia em que estava a olhar para um espelho, reparei que acontecia algo esquisito. Toquei-lhe e a minha mão atravessou para outro lado. Curioso, entrei lá para dentro.
Dentro do espelho construía-se um mundo completamente diferente do nosso: não havia guerras, armas, ditaduras e ditadores; não circulava dinheiro, as pessoas trocavam as coisas com agrado e não com ganância; não se praticava caça, e ainda existiam todas as espécies animais e vegetais; não havia fome e a palavra ódio não constava do dicionário, só existindo amor, amizade e carinho. Era um mundo em que a qualquer minuto nascia um bebé feliz ao contrário do nosso em que morrem pessoas tristes com o seu mundo. A tecnologia era a mesma, mas com uma diferença: não poluía.
Enfim, era um mundo maravilhoso.
Mas, de repente, olhei em volta e a única coisa que vi foi a minha cama e o meu quarto. Tinha sido apenas um sonho.

Ricardo (2003/04)

Um mundo diferente



Olhei à minha volta e vi tudo de pernas para o ar: os móveis ao contrário, as mesas também, até mesmo a cama.

De dia, as luzes estavam acesas e de noite apagadas. Para escrever, segurava-se a caneta e movia-se a folha.

Na escola, os alunos davam aulas aos professores, os adultos brincavam e jogavam à bola, davam gritos e pregavam partidas.

Não existia dinheiro: ia-se ao supermercado e tirava-se o que se queria. Como não havia dinheiro, não havia ganância, riqueza, pobreza, jogos de azar, ódios, ...
A certa altura, no supermercado, na secção de artigos de casa de banho, caí num espelho e voltei para o nosso mundo.


Pedro (2003/04)

Um mundo magnífico


Um dia a minha mãe comprou um espelho, grande e estreito lá para casa e eu, como sou muito vaidosa, passava os dias a olhar para ele. Foi então que meti a mão nele e ela passou para o outro lado. Em seguida, levantei-me e caminhei na sua direcção.

Quando passei para o outro lado, vi um mundo diferente do que eu estava habituada a ver. Ali não existia poluição, não havia carros, as pessoas davam-se bem umas com as outras e as notícias não eram tristes, bem pelo contrário eram muito alegres. Subitamente ouvi chamar pelo meu nome.

Pensei que poderia ser a minha mãe, mas não era.

Quem seria? perguntava eu. Olhei e vi os meus colegas:
- Anda, vamos divertir-nos.



Ana Margarida (2003/04)